DIA NACIONAL DE CONTROLE DA ASMA

Dra. Edwana Oliveira (CRM-SP: 135718), pneumologista do HNA.

 

A Asma é uma doença heterogênea, caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas. Cursa geralmente com sintomas como: tosse, falta de ar, opressão torácica.

Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), ligado ao Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil, em média 350.000 internações anualmente. A Asma é a terceira maior causa de hospitalização.

A educação em Asma e o manejo criterioso da terapia medicamentosa são intervenções fundamentais para o controle da doença. Além disso, são necessários:

– Adesão ao tratamento, manter a medicação conforme orientação do seu pneumologista;

– Evitar medicações que podem diminuir resposta ao tratamento;

– Controle ambiental (evitar contato com poeira, mofo, pelo de animais, fumaça, produto químico);

– Abandono tabagismo (exposição ao tabagismo ativo ou passivo dificulta controle da doença e favorece exacerbação);

– Exposição ocupacional a fatores alergênicos;

– Tratamento de comorbidades que associam a piora da Asma, como: doença refluxo gastroesofágico, obesidade, rinossinusite, polipose nasal, ansiedade, apneia obstrutiva do sono;

– Controle de stress e ansiedade;

– Atividade física regularmente melhora a capacidade ventilatória;

– Alimentação saudável;

– Vacinação anti-influenza e pneumococo.

O tratamento da Asma é individualizado para cada paciente. É importante consultas periódicas, revisão da capacidade ventilatória através da prova de função pulmonar, treinamento do uso do dispositivo inalatório.

 

Asma e o COVID-19

O atual surto de doença viral causada pelo SARS-COV2 (COVID 19) tem gerado preocupação e dúvida nos portadores de Asma.

Diante desta pandemia, os asmáticos graves incluem no grupo de risco para complicações, e devem seguir as orientações recomendadas aos portadores de doença crônica. Infecções virais aumentam o risco de exacerbação da doença de base.

Importante não interromper o tratamento da Asma, manter controle da doença e dos fatores associados a exacerbação.  O uso de nebulizadores convencionais também deve ser evitado já que gera micro partículas que podem carrear o vírus para o ambiente.

Abaixo algumas recomendações:

– Manter distanciamento social;

– Higiene frequente das mãos;

– Vacina anti-influenza e pseudômonas;

– Não suspender medicação de uso contínuo.

Em caso de febre e sintomas respiratórios, como tosse e falta de ar, deve-se procurar um Serviço de Saúde.