Dia Mundial da Saúde

No dia 07 de abril é comemorado do Dia Mundial da Saúde. Tal data foi adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, período imediatamente posterior a Segunda Grande Guerra, momento em que se percebeu que o conceito de saúde poderia ser ampliado no sentido de abranger qualidade de vida de populações inteiras.

O termo saúde deriva do termo em latim salus (salutis), significando salvação, cura, preservação da vida. A princípio “saúde” era a afirmação da vida, implicando hábitos e comportamentos que visariam o bem-estar, como comer e beber adequadamente, movimentar-se, dormir bem e ser um cidadão comprometido com a sociedade como um todo. A grande virtude associada à saúde seria a prudência, associada a um agir de forma harmônica no sentido de preservar a vida. Hoje, talvez, tal prudência esteja associada a uma vigilância neurótica do “não adoecer”.

Não quero dizer com isso que, neste momento de angústia, causada pela epidemia do Coronavírus, não devamos ser vigilantes e prudentes. Pelo contrário, o cuidado agora fará toda diferença depois. Porém, são nestes momentos que entendemos o que motivou a criação desta data pela OMS. O estudo e implementação de políticas de “combate” e “prevenção” de doenças, sejam coletivas ou individuais, tornaram-se extremamente importantes no modelo de sociedade atual. Neste contexto o papel do Estado é fundamental. Dependemos muito da competência e das intenções de nossos governantes.

No entanto parece que incorporamos de vez o conceito de “guerra” contra a doença e a morte como principal conceito de saúde. A própria medicina tem como grande objetivo a busca e descoberta do que conduz a morte e a arte de curar parece ter sido deixada de lado. Não, não estou dizendo que tudo isso está errado, porém observo que o medo de morrer é maior do que a vontade de viver.

Este de tempo de aflição vai passar. De alguma forma a atual epidemia será controlada. Sairemos mais fortes e, espero, mais sábios deste período de desconforto. Espero ainda que cada um compreenda que saúde depende muito das atitudes em favor da vida e não se trata somente de “fugir da morte”.

Espero confiante que as pessoas preocupem-se mais com uma Vida de qualidade do que com qualidade de vida e que SAÚDE volte a associar-se à Vontade de Viver e não ao medo de morrer.