ALERGIAS NO MOMENTO ATUAL

Fabio Kawakami – CRM: 94203

 

As doenças alérgicas estão cada vez mais prevalentes na população mundial. Elas são o resultado do modo de vida agitada do mundo moderno, com exposição precoce a estímulos alérgicos que anteriormente não aconteciam.

Não estou, com isso, pregando uma volta aos tempos da internet discada ou TV de tubo, mas sim a uma reflexão para evitarmos o consumo desenfreado de produtos industrializados e praticarmos atividades físicas e de lazer ao ar livre, evitando passar muito tempo em frente a uma tela e/ou dentro de casa.

Porém, devemos saber dosar o nosso isolamento social e a nossa integridade física, ambiental e mental. Ainda mais nos tempos de pandemia COVID-19, em que o isolamento social e higienização de tudo se faz necessário.

Em relação aos processos alérgicos, devemos manter nosso ambiente doméstico (casa/quarto/home-office) limpo e organizado. Porém, sem abusar dos produtos de limpeza, pois eles em excesso podem causar processos alérgicos irritativos nas mãos.

Ultimamente, o que têm mais afligindo as pessoas são as emergências alérgicas, como: Crise de Asma Grave (falta de ar); Edema de Glote (obstrução da garganta com consequente falta de ar); Choque Anafilático (perda de consciência após o contato alérgeno).

Esses episódios acontecem nas pessoas previamente alérgicas, que entraram em contato inadvertidamente com substâncias que lhe causam alergia e que estão sem os medicamentos de resgate e/ou serviço médico à disposição.

Outro aspecto das doenças alérgicas são as mudanças às quais as pessoas e familiares terão que se adaptar para conviver com as doenças alérgicas. O manejo clínico, ambiental, medicamentoso e alimentar são de extrema importância para tornar a vida do paciente alérgico mais ampla e sem restrição possível.

Não podemos parar a roda do desenvolvimento, mas devemos fazer o melhor uso da tecnologia a nosso favor e termos mais benefícios e menos prejuízos para a nossa saúde. Em suma, as doenças alérgicas estão à solta, mas com bom senso aprendemos a controlá-las e conviver com elas. Nem tudo e só medicamento e grande parte está em mudança de hábitos e atitudes.