A Terapia Intensiva é, por definição, uma área de convergência multiprofissional, dentro do sistema hospitalar. O resultado de suas atividades depende sensivelmente do estreito relacionamento rente os membros da equipe e da colaboração interdisciplinar.

O grupo de profissionais da UTI parte de um núcleo bastante restrito: médicos,  enfermeiros e auxiliares de enfermagem. Com o aumento da complexidade no atendimento ao paciente critico, em grande parte alavancada pela avançada evolução tecnológica e com a consequente necessidade de especialização, outros profissionais foram agregados: fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, psicólogos dentistas assistentes social.

Atualmente, a equipe de médicos do Hospital Novo é composta por um núcleo com 5 médicos especialista em Medicina Intensiva, e pela equipe de plantonista.

As especialidades atendidas, além de Medicina Intensiva, são: Cardiologia, Nefrologia e Pneumologia. A multidisciplinaridade também é evidente na equipe médica com a participação de várias especialidades das áreas clínicas e cirúrgicas.

No Centro de Terapia Intensiva do HNA, a equipe de enfermagem representa papel fundamental no processo assistencial, tendo o ato de cuidar como seu marco referencial, exigindo capacitação técnica, agilidade na realização dos procedimentos e coesão entre os membros.

A equipe de enfermagem é composta pelo técnico de enfermagem, que tem a responsabilidade de assistir o enfermeiro no planejamento das atividades de assistência, no cuidado direto ao paciente em suas necessidades básicas; e pelo enfermeiro que tem a responsabilidade de direcionar e supervisionar as ações realizadas pela equipe de enfermagem, exercendo as atividades de maior complexidade para as quais é necessário conhecimento científico para que este possa conduzir o atendimento do paciente com segurança.

A Fisioterapia Respiratória exerce um papel fundamental nas Unidades ou Centros de terapia Intensiva (UTI/CTI), absorvendo o domínio da ventilação mecânica e auxiliando na monitorização do doente crítico a beira leito. A fisioterapia aplicada na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória.

A fisioterapia também auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas. O fisioterapeuta possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e úlceras de pressão.

Paciente em terapia intensiva sofrem grande perda de nutrientes devido ao processo catabólico na qual se encontram, causados principalmente por situações de trauma e estresse desencadeado por outras comorbidades. O perfil catabólico está intimamente relacionado com a desnutrição, sabe-se que a desnutrição aumenta a morbimortalidade em pacientes internados, consequentemente piores desfechos e maior tempo de internação.

O profissional de nutrição, dentro da Terapia Intensiva, tem um papel importante no tratamento do paciente, estabelecendo a condição nutricional do paciente, suas necessidades nutricionais e sua evolução nutricional baseado no diagnóstico médico e evolução clínica.

O farmacêutico clínico intensivista atua na assistência direta ao paciente através de rotinas  sistemáticas de avaliação farmacêutica da prescrição médica. A maioria destes pacientes necessitam de uma ampla prescrição medicamentosa, devido a sua criticidade e complexidade, o que por vezes torna necessário avaliar, por exemplo, os riscos e benefícios de interações medicamentosas, incompatibilidades entre medicamentos e materiais e possibilidade de adequação da forma farmacêutica na busca de desfechos clínicos favoráveis.

A atuação fonoaudiológica em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tem como objetivo avaliar os pacientes com suspeita de disfagia orofaríngea. Tais pacientes apresentam em seu histórico o Acidente Vascular Cerebral (AVC), a Intubação Orotraqueal (IOT) Prolongada e a Traqueostomia como os principais fatores de risco. A missão do fonoaudiólogo é buscar a reabilitação dos transtornos da deglutição e redução da bronco aspiração, que são bastante prevalentes no doente crítico e potencialmente crítico.

O tratamento intensivo é multidisciplinar, portanto é fundamental o momento adequado da entrada do fonoaudiólogo nesse processo. A intervenção do fonoaudiólogo no tratamento do  paciente crítico contribui com a redução da ocorrência de bronco aspiração, minimiza os agravos à saúde devido à pneumonia aspirativa, e principalmente auxilia na reintrodução de alimentação oral, quando for viável, e redução do tempo de permanência em unidade hospitalar.

Os resultados da intervenção fonoaudiológica especializada são excelentes, quando estabelecidos protocolos multidisciplinares para identificação e tratamento das disfagias e bronco aspiração com critérios bem delimitados.

A internação no CTI requer afastamento temporário das atividades do dia-a-dia. Sentimentos  negativos como medo, angústia, insegurança e dúvida podem surgir neste período. Cada  pessoa tem uma forma particular de lidar com as diversas situações.

Sentir-se acolhido, motivado e confiante contribui positivamente para vivenciar este período com mais tranquilidade e plenitude. Pensando nisso, o profissional de Psicologia do HNA desenvolve um papel chave no apoio e suporte emocional a pacientes de terapia intensiva e familiares. Ele possui técnicas e conhecimento para que esta experiência não seja motivo de sofrimento intenso.

A Odontologia-Hospitalar da CTI HNA, assume uma importância nas ações preventivas,  eliminação de processos inflamatórios, infecciosos e de sintomatologia dolorosa que provocam contribuem para prejuízos aos pacientes internados. O Cirurgião Dentista, visa uma adequação do meio bucal em pacientes, principalmente os que estão em VM (ventilação mecânica), para prevenção da PAV (pneumonia).

A integração do Cirurgião Dentista no sistema hospitalar é uma necessidade para melhoria de saúde geral do indivíduo, além da avaliação global deste que necessita de cuidados especiais, buscando assim o bem-estar biopsicossocial e qualidade de vida dos pacientes.